domingo, 15 de novembro de 2015


Trabalho de Promoção IV: Violência e Promoção da Cultura de Paz
  Na UPP de Promoção IV, ministrada pelo professor Damico, escolhemos grupos com temas diferenciados para aplicar uma dinâmica e fazer uma breve apresentação. O meu grupo ficou com "Violência e Promoção da Cultura de paz".
  No primeiro momento explicamos um pouco sobre o que seria o conceito de violência, referenciando a OMS (Organização Mundial da Saúde), o que a violência trazia (Adoecimentos, perdas, mortes) e a importância da promoção da Cultura de paz.
  O conceito da promoção da Cultura de Paz apareceu pela primeira vez em um documento elaborado na Conferência Internacional sobre a Paz na Mente dos Homens, convocada
pela UNESCO em 1989. Suas diretrizes são:
  Após a apresentação fizemos 3 (três) dinâmicas com a turma, dentre elas a famosa "colcha de retalhos", onde cada pessoa pega um pedaço de tecido (no nosso caso fizemos com pedaços de papel) e cada uma vai relatando alguma experiência que já viveu, relacionando sempre o tema proposto. Achamos melhor retratamos a cultura de paz e então cada um falou de algum momento que já vivenciou ou que já fez ao próximo.
  No final da dinâmica pudemos observar o quão foi interessante abordarmos este tema, diversos colegas retratando a importância do próximo em sua vida e que gestos pequenos fazem muito a diferença no dia a dia e durante a graduação. São laços que se formam e que durante 4 (quatro) anos vão se fortalecendo.
  E você, já praticou a Cultura de Paz hoje? Lembramos que é sempre importante olhar para o próximo e que cultura de paz envolve qualquer gesto que você faça com o intuito de ajudar. Ajudar um idosa a atravessar a rua, ajudar um colega a sanar suas dúvidas, ajudar um cadeirante, ouvir e ter o direito de opinião. Bom, e diversas outras coisas que por mais que pareçam pequenas, façam a diferença.
Pratique, sem moderação.

Beijos da futura Sanitarista.
Até logo, ♥.

sábado, 31 de outubro de 2015

Curta: Vida Maria 
  Este curta foi trazido pelas professoras Marilise e Adriana, responsáveis pela UPP de tutoria IV. Ele retrata a realidade de algumas famílias do nordeste, ou até mesmo de outros locais do mundo (inclusive o Brasil), onde se tem ainda um olhar muito limitado das oportunidades. Talvez não seja só o olhar, mas a realidade faz com que algumas pessoas achem que não conseguiriam e não vão adiante para mudar o seu presente e futuro.
  Podemos ver que no vídeo é retratado a forma de como é passado de geração em geração o estilo de vida e o comodismo na hora das mudanças. No curta existem diversas protagonistas, dentre elas Maria, onde esta na janela aprendendo a escrever e sua mãe briga por ela não estar "fazendo nada" e que é para ir trabalhar. Maria, todos os dias, vai até o poço pegar água e fazer outros serviços, até conhecer o seu esposo, que é um homem da vizinhança e ter filhos.
  O que mais chama a atenção foi que, uma de suas filhas, passa pela mesma situação de tentar estudar e ela a xinga, dizendo para ir trabalhar, como sua mãe fez quando era criança. Isto foi um espelho para ela seguir, pensando que sim, é obrigação da filha trabalhar e não aprender a ler e escrever e ter um outro futuro, diferente do dela. Logo atrás é mostrado a mãe dela no caixão e o que ela tinha deixado como ensinamento: Trabalhar para sustentar os filhos e os filhos ajudarem na casa e/ou cuidar dos bichos/plantações.
  É triste saber que ainda existe pessoas que vivem em meio a tanta vulnerabilidade e poucas oportunidades e que muitas vezes as pessoas enxergam, mas não fazem nada para mudar. Temos que repensar e nos mostrar insatisfeitos com estas situações. Ter espírito de mudanças. Criar alternativas. Criticar, analisar e correr atrás de políticas públicas que desenvolvam ainda mais direitos e transparência para que estas famílias vivam com dignidade, pois todos nós merecemos.

Beijos da futura Sanitarista,
Até logo ♥.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sistemas Comparados de Saúde
  Em políticas IV, com a professora Lisiane, estamos trabalhando os sistemas comparados de Saúde. O meu grupo foi escolhido para retratar a Saúde da Itália versus Brasil. Ao longo do processo nós podemos ver que há algumas diferenças entre os sistemas, desde o médico generalista que sempre existiu na Itália, a inexistência de Agentes Comunitários de Saúde e a recente descoberta das enfermeiras ao longo do processo do cuidado.
  Itália é constituída por diversas províncias, cada qual com suas particularidades. Suas regiões tem autonomia em escolher serviços e taxas para ofertar aos cidadãos. Cada cidadão italiano tem seu cartão de acesso onde se tem um médico fixo para suas consultas gerais e quando se precisa de algum cuidado mais complexo (oftalmologista, cardiologista etc) é preciso pagar uma taxa para se consultar.
  Em relação a promoção de Saúde o país é muito bem desenvolvido. Há um cuidado muito especial com mães e bebês, idosos e jovens. Campanhas retratando o aleitamento materno, por exemplo, é muito bem divulgado.
  É importante ressaltar que em todos os trabalhos, inclusive o nosso da Itália, nós conseguimos ver diferenças e falhas nestes sistemas. Muitos brasileiros acham que somente aqui é falho, mas não, existem muitos fluxos que são iguais, ou chegam muito perto do nosso. O SUS, por exemplo, é um sistema ainda muito novo comparado a outros países e seu tipo de atendimento. Há avanços que estão acontecendo e que irão acontecer e melhorar a vida de muitos ainda. Lembrando que boa parte das coisas é feito pelo SUS e que por pouca informação ou interesse, não enxergamos suas qualidades.

Beijos da futura Sanitarista.
Até logo, ♥.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

 

Discussão de caso

  Em tutoria IV, as professoras Adriana e Marilise trouxeram um caso de Serviço de Saúde e uma usuária para analisarmos a questão da ética profissional.
  No caso de papel foi retratado uma menina que portava HIV, por conta da transmissão vertical (de mãe para filha) e que contou para a enfermeira de seu posto de referência seu caso. A questão é, a menina estava com medo de fazer o teste e descobrir se realmente tinha HIV e não queria que seu namorado soubesse, sendo que faziam relações sem preservativo. Como a enfermeira deveria se portar neste caso? Como fazer com que a menina perdesse este medo? Como mostrar que para ela seria melhor diagnosticar e tomar as devidas providências caso o resultado fosse positivo?
  Foram diversos questionamentos levantados durante a discussão, é importante entrarmos neste assuntos, pois a ética profissional precisa ser trabalhada diariamente. O direito de aconselhamento faz parte da profissão, mas o direito de escolha é do cidadão. Para mim, em particular, ainda ficaram alguns questionamentos, que claro, ao longo da vida vão sendo respondidos. Mas o que fazer nestes casos? Somente aconselhar? Deixo minha reflexão dentre tantos acontecimentos diários que se tem nas Unidade básicas de Saúde deste Brasil, que na maioria das vezes são desafiadores e que precisam de um olhar cuidadoso e humano.

Beijos da Futura Sanitarista.
Até logo, ♥.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Planos Municipais de Saúde

  Na Unidade De Planejamento, Gestão E Avaliação Em Saúde II com as professoras Liane Beatriz Righi e Adriana Roese tivemos a oportunidade de analisar Planos municipais de Saúde em grupos de 4 estudantes. Meu grupo escolheu São Leopoldo/RS, um município grande e com diversos serviços, desde a atenção básica aos mais especializados. No começo ficamos receosos em como começar, mas depois com tantas leituras e olhar crítico nós conseguimos formular um belo trabalho para apresentação e também debates pertinentes para a UPP e nossa Graduação em Saúde Coletiva.

  A vivência com planos municipais de Saúde fez com que as análises situacionais ficassem em evidência, mostrando nosso poder crítico em achar erros, ou talvez, deslizes ao colocar informação desconexa e incerta para suas metas/indicadores.

  É importante ressaltar que todos os grupos mostraram pontos positivos e negativos e que conseguimos tirar conclusões para que no futuro, se tivermos a oportunidade de fazer parte desta questão de construção ou aprimoramento, pudéssemos agregar nestas atividades.



Beijos da futura Sanitarista,
Até logo ♥.




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Debates Interprofissões:

   Hoje tivemos um debate sobre as interprofissões de Saúde e como se tem influências uma com a outra dentro de nosso sistema. Recebemos a visita de um Graduando em fisioterapia, medicina, nosso colega de Saúde Coletiva, um enfermeiro, uma psicóloga e uma farmacêutica. 

  No decorrer do debate pude ver o quanto as formações ainda estão "engessadas" sem nenhum tipo de ligação entre os estudantes e uma didática antiga, com poucas atualizações modernas, incluindo os direitos de grupos diversos (parto humanizado e dentre outras escolhas importantes pra vida de todos os cidadãos).

   O estudante de medicina, que foi convidado para debater sobre estes problemas frequentes nos mostrou abertura ao novo, além do conhecimento biomédico, o que nos fez ficar surpresos. Em relação a sua opinião ao parto humanizado, ele foi bem direto: "Sou a favor da livre escolha da mulher, que ela possa escolher o que for melhor pra ela. Eu sou  prova disto, nasci em casa e sou muito saudável. Estou aqui! (risos)"

  A oportunidade de unir opiniões distintas, analisar as didáticas desenvolvidas por outros cursos e mostrar que a Saúde Coletiva engloba tudo isto, sempre envolvendo políticas, processos de trabalho no âmbito multiprofissional, é importante. A relação de uma profissão e outra é fundamental para o cuidado integral do cidadão, pois precisamos um do outro em muito processos.

  Este debate foi proporcionado por uma turma do 5º semestre, espero que tenham mais, pois é muito bom vivenciar realidades diferentes, olhares diferentes no meio da saúde.





Beijos da futura Sanitarista,
Até logo ♥.



segunda-feira, 22 de junho de 2015

O SUS que muitos "desconhecem"

  Estava eu no trabalho, dia onze de junho, quando me deparo com uma notícia gratificante sobre o nosso SUS, a manchete da matéria dizia: "Maioria dos usuários aprovam atendimento no SUS", dei um click para ler o que realmente haviam noticiado e me enchi ainda mais de orgulho.

  Você sabia que 71,1% da população usa o SUS e que 47,9% entra pelas portas de entrada (UBS)? Muitos sem saber dos serviços que nosso sistema oferta, um dia ou outro se depara com um atendimento feito pelo Sistema Único de Saúde. Por mais que nossa mídia não divulgue, estou eu aqui fazendo este favor de compartilhar com vocês, que ainda não sabem e que DEVEM saber, pois o SUS funciona e se tudo der certo, vai ainda dar muito certo!

"Das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais, 65,7% (8,0 milhões) tiveram esse atendimento por meio do SUS. As maiores proporções foram registradas nas regiões Nordeste e Norte: 76,5% e 73,9%, respectivamente."

  Porque a mídia não disponibilizou nada em nossas televisões? Será que estavam tão preocupados com desastres, mortes ou sensacionalismo? Será mesmo?

  Estar estudando para me formar sanitarista só me motiva lendo notícias como estas, pois com toda a luta que profissionais, a população e demais departamentos envolvidos fazem, geram resultados (muito positivos por sinal!). Ver mães felizes com seus filhos saudáveis por causa de um bom atendimento e um parto HUMANIZADO bem sucedido é "colírio para os meus olhos" e uma evolução da sociedade.

Segue o link da reportagem:
http://www.brasil.gov.br/saude/2015/06/usuarios-aprovam-atendimento-do-sus

Obrigada SUS! Obrigada Brasil! 


Beijos da futura Sanitarista,
Até logo ♥.