sábado, 31 de outubro de 2015

Curta: Vida Maria 
  Este curta foi trazido pelas professoras Marilise e Adriana, responsáveis pela UPP de tutoria IV. Ele retrata a realidade de algumas famílias do nordeste, ou até mesmo de outros locais do mundo (inclusive o Brasil), onde se tem ainda um olhar muito limitado das oportunidades. Talvez não seja só o olhar, mas a realidade faz com que algumas pessoas achem que não conseguiriam e não vão adiante para mudar o seu presente e futuro.
  Podemos ver que no vídeo é retratado a forma de como é passado de geração em geração o estilo de vida e o comodismo na hora das mudanças. No curta existem diversas protagonistas, dentre elas Maria, onde esta na janela aprendendo a escrever e sua mãe briga por ela não estar "fazendo nada" e que é para ir trabalhar. Maria, todos os dias, vai até o poço pegar água e fazer outros serviços, até conhecer o seu esposo, que é um homem da vizinhança e ter filhos.
  O que mais chama a atenção foi que, uma de suas filhas, passa pela mesma situação de tentar estudar e ela a xinga, dizendo para ir trabalhar, como sua mãe fez quando era criança. Isto foi um espelho para ela seguir, pensando que sim, é obrigação da filha trabalhar e não aprender a ler e escrever e ter um outro futuro, diferente do dela. Logo atrás é mostrado a mãe dela no caixão e o que ela tinha deixado como ensinamento: Trabalhar para sustentar os filhos e os filhos ajudarem na casa e/ou cuidar dos bichos/plantações.
  É triste saber que ainda existe pessoas que vivem em meio a tanta vulnerabilidade e poucas oportunidades e que muitas vezes as pessoas enxergam, mas não fazem nada para mudar. Temos que repensar e nos mostrar insatisfeitos com estas situações. Ter espírito de mudanças. Criar alternativas. Criticar, analisar e correr atrás de políticas públicas que desenvolvam ainda mais direitos e transparência para que estas famílias vivam com dignidade, pois todos nós merecemos.

Beijos da futura Sanitarista,
Até logo ♥.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sistemas Comparados de Saúde
  Em políticas IV, com a professora Lisiane, estamos trabalhando os sistemas comparados de Saúde. O meu grupo foi escolhido para retratar a Saúde da Itália versus Brasil. Ao longo do processo nós podemos ver que há algumas diferenças entre os sistemas, desde o médico generalista que sempre existiu na Itália, a inexistência de Agentes Comunitários de Saúde e a recente descoberta das enfermeiras ao longo do processo do cuidado.
  Itália é constituída por diversas províncias, cada qual com suas particularidades. Suas regiões tem autonomia em escolher serviços e taxas para ofertar aos cidadãos. Cada cidadão italiano tem seu cartão de acesso onde se tem um médico fixo para suas consultas gerais e quando se precisa de algum cuidado mais complexo (oftalmologista, cardiologista etc) é preciso pagar uma taxa para se consultar.
  Em relação a promoção de Saúde o país é muito bem desenvolvido. Há um cuidado muito especial com mães e bebês, idosos e jovens. Campanhas retratando o aleitamento materno, por exemplo, é muito bem divulgado.
  É importante ressaltar que em todos os trabalhos, inclusive o nosso da Itália, nós conseguimos ver diferenças e falhas nestes sistemas. Muitos brasileiros acham que somente aqui é falho, mas não, existem muitos fluxos que são iguais, ou chegam muito perto do nosso. O SUS, por exemplo, é um sistema ainda muito novo comparado a outros países e seu tipo de atendimento. Há avanços que estão acontecendo e que irão acontecer e melhorar a vida de muitos ainda. Lembrando que boa parte das coisas é feito pelo SUS e que por pouca informação ou interesse, não enxergamos suas qualidades.

Beijos da futura Sanitarista.
Até logo, ♥.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

 

Discussão de caso

  Em tutoria IV, as professoras Adriana e Marilise trouxeram um caso de Serviço de Saúde e uma usuária para analisarmos a questão da ética profissional.
  No caso de papel foi retratado uma menina que portava HIV, por conta da transmissão vertical (de mãe para filha) e que contou para a enfermeira de seu posto de referência seu caso. A questão é, a menina estava com medo de fazer o teste e descobrir se realmente tinha HIV e não queria que seu namorado soubesse, sendo que faziam relações sem preservativo. Como a enfermeira deveria se portar neste caso? Como fazer com que a menina perdesse este medo? Como mostrar que para ela seria melhor diagnosticar e tomar as devidas providências caso o resultado fosse positivo?
  Foram diversos questionamentos levantados durante a discussão, é importante entrarmos neste assuntos, pois a ética profissional precisa ser trabalhada diariamente. O direito de aconselhamento faz parte da profissão, mas o direito de escolha é do cidadão. Para mim, em particular, ainda ficaram alguns questionamentos, que claro, ao longo da vida vão sendo respondidos. Mas o que fazer nestes casos? Somente aconselhar? Deixo minha reflexão dentre tantos acontecimentos diários que se tem nas Unidade básicas de Saúde deste Brasil, que na maioria das vezes são desafiadores e que precisam de um olhar cuidadoso e humano.

Beijos da Futura Sanitarista.
Até logo, ♥.